Até 2030, o mercado global de influenciadores virtuais deve alcançar US$ 45,88 bilhões, o equivalente a mais de R$ 220 bilhões, segundo um relatório da Grand View Research. Influenciadores virtuais são personagens criados online, que atuam nas redes sociais como influenciadores.
Apesar das cifras, a aplicação e o impacto dessas personas virtuais ainda geram dúvidas nos tomadores de decisão. Foi nesse contexto que o diretor de comunicação e marketing da FGV, Marcos Facó, desenvolveu um estudo para entender quando e por que influenciadores virtuais podem ou não ser mais eficazes.
Contexto e alcance
Na prática, foram realizados dois experimentos. O primeiro veiculou no TikTok quatro campanhas publicitárias. Nelas, uma influenciadora virtual e uma real apresentavam, individualmente, ora uma mensagem utilitária, ora uma mensagem hedônica, aspiracional.
O outro experimento analisou as percepções de credibilidade e as intenções comportamentais em um grupo de 555 respondentes a respeito dos vídeos. O principal achado do estudo foi o fato de que os influenciadores virtuais são mais eficazes em mensagens utilitárias, enquanto os humanos performam melhor em mensagens ligadas ao bem-estar e ao campo emocional.
Em termos de click-through rate (CTR), taxa que indica a porcentagem de pessoas que clicaram em anúncio em relação ao total de vezes que ele foi visualizado, o melhor desempenho foi o da influenciadora virtual que apresentava uma mensagem utilitária.
Diferenças na percepção e eficácia
Segundo a pesquisa, isso acontece porque, em contextos informacionais, o conhecimento técnico é o elemento central para persuasão do usuário. Já quando o assunto é emocional, é a confiança que prevalece.
“Se eu perguntar para você quantas pessoas vivem em um determinado país ou qual é a renda média da população, obviamente, você, como eu, vai ter mais dificuldade de responder. Já o ChatGPT, em questão de segundos, traz uma resposta precisa porque varreu a web. O usuário, com o influenciador virtual, entende que aquela entidade pode trazer dados mais corretos ou mais acurados”, explica Facó.
Nesse contexto, ele defende que os gestores de marketing e tecnologia adotem estratégias híbridas. Os sistemas virtuais entram no contexto em que suas vantagens comparativas são comprovadas, enquanto os influenciadores reais devem ser mantidos onde são necessárias capacidades humanas, como a emoção genuína.
“A estratégia que muitas empresas adotam é usar um ou outro. Eu acho que elas devem usar ambos, com a linguagem e o conteúdo corretos. Ou seja, onde cada um pode performar melhor”, descreve Facó.
Fonte: https://www.meioemensagem.com.br/marketing/qual-o-papel-dos-influenciadores-virtuais-para-as-marcas